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Têxteis portugueses rumam ao Japão

Apesar das muitas fronteiras fechadas, o projecto de expansão internacional da indústria têxtil portuguesa não esmorece e continua bem activo, mesmo junto dos mercados mais longínquos. Prova disso é a forte comitiva de empresas portuguesas que se faz representar na Jitac European Textile Fair, uma das maiores feiras asiáticas de tecidos, cuja próxima edição está marcada para 23 a 25 de março, em Tóquio.

ADALBERTO – ALBANO MORGADO – BUREL FACTORY – FITECOM – LA ESTAMPA – LANTAL – LEMAR – MODELMALHAS – RIOPELE – TEXSER – TROFICOLOR

 

“O que funciona no Japão funciona em todo o mundo, é um mercado muito exigente que nos obriga a evoluir em todos os aspectos”. A frase é de Isabel Costa, fundadora da têxtil portuguesa Burel Factory, e é um exemplo paradigmático do compromisso estratégico que a indústria têxtil portuguesa tem construído com o mercado nipónico ao longo dos últimos anos. O Japão serve de porta de entrada para os mercados asiáticos e é a prova dos nove em termos de qualidade e design para a produção portuguesa.

Este laço Portugal-Japão é reforçado nos próximos dias 23, 24 e 25 de março, com a representação de um grupo de têxteis portugueses em Tóquio, na Jitac European Textile Fair, uma das maiores feiras do sector em toda a Ásia. Adalberto, Albano Morgado, Burel Factory, Fitecom, La Estampa, Lantal, Lemar, Modelmalhas, Riopele, Texser e Troficolor são as empresas que vão ter têxteis em exposição na feira nipónica, enquadradas em mais uma montra From Portugal e com o auxílio de agentes locais, especializados no mercado japonês.

Mas para além do Japão, o objetivo das têxteis portuguesas é reafirmar a sua posição nos mercados de maior valor acrescentado em toda a Ásia. “As grandes marcas locais são referências no mundo todo, é um país que dita tendências, comportamento e estilo. Para nós é fundamental fazer parte deste cenário de moda mundialmente importante”, explica Joana Silva, representante da La Estampa, empresa portuguesa especializada em estampados.

Para isso, as empresas colocam o foco em novos produtos, cada vez mais sustentáveis e técnicos. Exemplo disso é a Troficolor que vai apresentar gangas de cor 100% orgânicas, entre outras novidades. “Mantemos o foco na redução de recursos e de processos, e como tal, para além da linha de artigos Ecru – tecidos ready to wear em estado natural, desenvolvemos um conceito inovador e exclusivo: ECODENIM – artigos denim ready to wear, sem necessidade de processos adicionais após a peça confecionada”, explica o CEO da empresa, Carlos Serra.

“Os holofotes da sustentabilidade estão bem presentes nas nossas propostas”, acrescenta José António Ferreira, representante da Lemar, outra das empresas presentes. A têxtil de S. Jorge de Selho vai apresentar no japão novos tecidos com poliéster reciclado Newlife™ e Seaqual™, poliamidas Ecocare e propostas com fios 100% biodegradáveis. “Já temos um histórico com o mercado japonês e sabemos que é um dos mais exigentes”, esclarece. 

Também a Riopele faz destacar a sua aposta na transição ecológica, com a apresentação de uma colecção sustentável e da marca Tenowa, um projecto totalmente dedicado a soluções recicladas. “O mercado japonês é muito importante para a Riopele, não só pelo volume de vendas que representa mas também  por ser um mercado estratégico naquela região do globo”, comenta António Soares, gestor de mercado. A empresa têxtil de Famalicão tem já um agente local e durante a pandemia construiu uma campanha de comunicação digital para manter a proximidade com o mercado japonês.

A Adalberto é outra das têxteis portuguesas que contará com um agente local a estabelecer a ponte com os visitantes da feira nipónica. “Começamos a trabalhar esse mercado há pouco tempo e a pandemia tornou-se um fator de maior dificuldade”, afirma Tamara Martins, representante da empresa de Santo Tirso. Em Tóquio, a Adalberto vai apresentar a sua nova colecção Spring Summer, com padrões para moda masculina e feminina.

No stand da Lantal, o contacto com os clientes já está estabelecido de antemão, com mais de 20 anos de experiência da empresa no mercado nipónico. É um mercado exigente, que procura artigos diferentes e com qualidade e de valor acrescentado e que exige eficiência e cumprimento rigoroso dos prazos”, relata Pedro Lima, Sales Director da empresa, que conta também com um agente local. Na feira a empresa vai apresentar várias composições, como 100 % algodão, algodão /licra, algodão /modal, viscose/licra, viscose com glitters, e peles artificiais.

A participação das empresas portuguesas PME na Jitac European Textile Fair é enquadrada pelo From Portugal, uma iniciativa da Selectiva Moda e da ATP – Associação Têxtil e Vestuário de Portugal, que visa promover a internacionalização das empresas portuguesas da área da Moda. O projeto “From Portugal” é co-financiado pelo Portugal 2020, no âmbito do Compete 2020 – Programa Operacional da Competitividade e Internacionalização, tendo um montante de apoio elegível de 11.042.311,82 €, dos quais 6.065.501,91 € são provenientes da União Europeia, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.